
Este “até logo” aproxima-se e o príncipe Édipo corre ao trono do seu pai, rei Édipo. É o momento de testar as raízes que fazem ir mais além e suportam a absorvência do oceano. A pertença é esse lugar estranho que permite tão livremente esta chegada e esta partida. Chegaste-me nas últimas chuvas de Março e partes na primeira de Outubro. Tivemos o nosso tempo de advento preciso e pedido. Mas é o tempo.
És-me sem dúvida, um pilar de sustentação, de uma estrutura que ainda acimento e desconheço. Mas o rei ainda príncipe Édipo tem de ser-se.
Descobri-me nos olhares já palmilhados de terras abatidas e vi o “meio-dia da vida” em entradas e caminhos mais adentro. Fiz-me mulher pela tua mão.
E o príncipe Édipo já rei Édipo chora. Já tem a capacidade de estar de igual para igual, abraçar um caminho pela frente com uma retaguarda amparada.
Obrigada. Por seres-me.
e
nada há de “pó, poeira, nada…”
