Despetalar os dias crescentes de desapegos e dar-se à entrega de vácuos cadáveres a necrófagos. Abandonar-se no desgaste de corpos para escoriar o traço mnésico. Corroer em ácido clorídrico a memória de ti.
Paradoxalmente obsto o tempo. Afinco essa catálise de formol em reacção da derme em nítrico.
E vejo-te na reprodução dos padrões de sempre. Daqueles que perfazem as antigas e novas historias em cartões de apresentação. E pensar que de especial há no mesmo guião que só se mudam os agentes?!
Nem sépalas nem cálice ficam para beber esta cicuta, que teimosamente guardo. amo. fico.
Paradoxalmente obsto o tempo. Afinco essa catálise de formol em reacção da derme em nítrico.
E vejo-te na reprodução dos padrões de sempre. Daqueles que perfazem as antigas e novas historias em cartões de apresentação. E pensar que de especial há no mesmo guião que só se mudam os agentes?!
Nem sépalas nem cálice ficam para beber esta cicuta, que teimosamente guardo. amo. fico.
… a única inocência é não pensaré deixar entre mãos...

14 comentários:
É sob o manto de folhas secas que se borda a vida...
beijo
outono
alquímico.
abraço.
...
...
...a única inocência é não pensar
é deixar entre mãos...
______e
wim mertens a emoldurar as memórias...
um beijo
enorme
Abre as mãos e tudo o mais que na teimosia encerras. Metamorfoses químicas não fazem milagres. Nem poções mágicas. Nem fórmulas exterminadoras.
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O que guardas entre as mãos é o que te mata.
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Se ficas, morrerás uma vez e uma vez mais até que decidas o contrário e então (só então) voltas a nascer e um novo ciclo iniciar-se-á. Não há nisso nenhuma inocência mas a premeditação de uma fatalidade. Cumpres esse destino sem questionar se será o teu. Mesmo que o fosse, a tua vontade devia prevalecer sobre o fado, mas não prevalece. Fechas as mãos na ilusão de reter entre elas algo que nunca possuiste. O que guardas entre as mãos é o veneno de que te alimentas.
Dóis-me.
Luz
uma rosa na mão. um anel. um compromisso com coisas belas, a não esquecer.
Rendilhados que a vida rompe e só o amor guarda, para lá dos longes.
Melodia condizente com a textura do que os dedos ajudaram a imprimir.
vim agradecer-te o teu comentário e para minha grande surpresa encontrei dois blogs lindos, com umas fotografias mais mais bonitas, voltarei sofia
Vim ler e viajei nas palavras e sentires ...
Muito bom mesmo
Voltrei
:)
Nas mãos das palavras onde o vento colocou melodias poéticas.
nas minhas mãos, mesmo fechadas, eu guardo as petalas dos aromas, dos nossos sonhos....
"E pensar que de especial há no mesmo guião que só se mudam os agentes?!"
assim se tecem os meandros da vida
.
.
em absoluta negação
.
um beijo
"Despetalar os dias..." Achei lindíssima a expressão. E a imagem que dela assim decorre na tua mão...
Sentimentos fortes na tua tão especial poesia.
Um beijinho :)
mesmo "despetelada" a flor sempre deixa o polén na mão que a toca...
beijo-te com carinho
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