"(...) e, de repente, apetece morrer. Apetece o grande sossego, imóbil e definitivo. Realmente dormir acabado. O silêncio. A solidão sem sobressaltos paisagens caras novas. A paz connosco. E sem espelho. Não ver ninguém, já mais ninguém. Esta esperança mais que certa seja acompanhada de cantos e alegria. Sem olhar para trás, para quem fica andando, ainda ache graça. Os imprevisíveis lamentáveis acidentes da nossa viagem, mesmo os veniais, aqueles de que nos não demos conta na altura mas ficaram vibrando ocultos em nós como alarmes parasitas, clandestinos mas insistentes, uma térmita na aparência insignificante inofensiva embora voraz e teimosa, continuaram ressoando corroendo desfazendo lentamente uma qualquer fibra que nunca saberemos onde estava e era importante. Não se previa já? ou seria então o alvo determinado, a rota desde sempre planeada que muito nos espanta permanecesse assim mascarada doutros caminhos possíveis."
Luiz Pacheco in Textos de Guerrilha 2, Ler Editora, 1981
Desgorvernadas de parte incerta.
Somos em cada suspiro do instante. acenados por intimidades
"Há gente que fica na história. da história da gente"




9 comentários:
e por futilidades.
dramas tão evitáveis. bastaria que o Homem quisesse ter outro papel na História.
saudades de te ler. abençoados domingos que mais mo permitem.
beijo
Passei para desejar um bom Domingo...
e já agora, ouvir a música..
Que, neste momento... se foi...
LINDO!
LIINDO!
LIIINDO!
os passos percorridos neste
teu caminho de terra, "neste
planeta" que não é o teu:))
são passos que tenho tido o
privilégio de acompanhar,
algumas vezes amparando-te
quando encontras pedras pelo
caminho...;)
gosto de lá estar(rr)...
gosto de me ter(rr)es incluído...
gosto da tua rebeldia...
gosto do teu sabô(rr)r a lima...
gosto de ti...po(rr)rque gosto(diz-te alguma coisa???)
com "amor"!!!
PS: fui "aonde me mandaste" e já
regressei... trouxe-te alguns
fax's!!!
Há palavras frases que ficam dentro da gente.
E que bom reler, aqui, o escritor maldito...
Beijo
E porque é de uma profunda intimidade o que nos liga, tocada a pele, lavada em sal, curada a ferida na doçura dos lábios, escorrego os dedos no desenho do teu rosto, e na cumplicidade dos teus olhos ainda encontro a inocência dos dias que foram meus.
Em cada suspiro do instante, sou...
Tua,
Luz
se me bastasse a palavra
escreveria
o ABSOLUTO
gosto de te ler
.
um beijo cheio "de gente"
Há gente que fica na história da gente.
Pois há...ainda bem!
O texto é excelente. É Luís Pacheco!
Um beijo
enorme
"e, de repente, apetece morrer"
pois apetece,
mas...
com textos assim apetece viver.
um abraço.
Há caminhos que ficam...
porque neles, demorámos nossos passos.
abraço
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