FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


segunda-feira, 17 de novembro de 2008


















A minha morada é um castelo. que o tempo estoicamente me ensinou. a pedir senha à entrada. ergue-se em paredes. que são ataviadas pelas cicatrizes. que tenazmente vincam o real que é o passado.








No interior guarda-se esse jardim. jardim de inverno. de retiro. onde descanso e me recorro às engramas de outras batalhas.
Hoje não sei o que sou. perco-me nas ideias que não tenho e nos gestos que não são. pelos músculos tolhidos.






Divido-me entre o sexo e o teológico. do mais adentro que encerra o ser. e perceber-te nesses passos de sempre. nas palavras de sempre. nos gestos mesmos. na indigência de nova água e novo ar. na vampiristica melodia.




E resto-me entre muros e muralhas. na dança com a morte. num passo de exorcismo. na travessia da ponte. ao som de campanários











11 comentários:

Maria disse...

Posso ter uma morada, ou duas ou mais moradas. Das que têm paredes. Janelas e portas.
Mas não tenho uma casa. Porque não te tenho a ti. E a minha casa eras tu...

Um beijo

Maria disse...

Sempre!
Nunca fecho a porta...

MM disse...

HÃ? SERÁ QUE ME ENGANEI NO BLOG?

COM LICENÇA, VOU SAIR À FRANCESA...

;-)

L

lisse disse...

Dois meses de caminhar no teu "caminho".
Aprendo a sentir o pulsar da terra e a pele nas palavras.

Aprendo-te...
No silêncio murado de um "jardim de inverno".Onde, um invisível gnomo, guarda um coração solitário que se recusa, a envelhecer...

Abraço-te

SMA disse...

És tão parva Luz... risos
.
.
.
essa não percebi... faz-me um desenho a cores
quer dizer pode ser uma foto :D
.
bjo doce

Maria disse...

Ainda abertas.
Sempre abertas...
A noite é uma criança que embalo todos os dias...

;)))

Mié disse...

...tenho que tirar senha?

:)))


...acastela-mo-nos em muralhas de voos passados que não queremos deixar que deixe espaço.



___atravessa a ponte ao som dos campanários


o bar da praia está aberto todo o ano...apenas o portão fechado, branco transparente, nos diz que está lá fora uma imensidão à nossa espera, agora só nós e ela...enquanto o gato se preguiça ao sol.

Excertos do olhar...para ti

depois vê.


beijo

do tamanho do mar

~pi disse...

aprisionada

mente

( cativ

eiro de si




~

Gabriela Rocha Martins disse...

não sei se entro se saio se fico

todavia

leio.TE

e perco.me nos meandros da escrita

TUA




.
um beijo

Anónimo disse...

é simplesmente maravilhoso e inebriante ler-te.

simplesmenteeu disse...

Aqui onde os castelos são morada...
passei para deixar um beijo
e um ramo de sempre-vivas.



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