FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


domingo, 14 de dezembro de 2008




Ergo-me da constante chacina onde o verbo se emudece
as vozes não se vêem. o que se vê não se ouve

e onde se concentra o sentir não estou

o biombo faz de tabique entre as palavras. do vulto da nossa singularidade
pelas imagens entramos em diálogo com o indizível

esperamos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica

e as sílabas dos ditongos que se des.cruzam
procuro que o destinatário seja eu

não vale nada a nudez sobre camas
não é garantia de nada
nada vale ficar em corpos nús de espera













9 comentários:

Maria disse...

nem apetece sair
daqui...

mas hoje o sono vence-me
e nem o cheiro a pão me faz ficar
à espera

e vou fazer a vontade ao corpo...


beijo

Anónimo disse...

...ficou-me a tristeza do meu corpo nú em cima da cama. vazio.

Anónimo disse...

...ficou-me a tristeza do meu corpo nú em cima da cama. vazio.

lisse disse...

Suspenso, do olhar magoado, que desce da cruz
O corpo é raíz de espera. na lápide do descontentamento
O verbo, um animal ferido. entre vultos contraditórios que no esfumar se avivam

Olhar acariciante que me fica, no caminho, onde dedos de milhafre deixaram rastos e sangue...

Beijo. em passo de seda

Mié disse...

Tu e lucidez, sempre.

...não, não é garantia de nada. É melhor nunca a esperar.

há garantia para alguma coisa?


um beijo


enorme

enorme


prontus agora tens um andar só por tua conta, do esquerdo ao direito :)


beijoxxxx

sofialisboa disse...

não fica triste, isso passa. bjs sofia

via disse...

música soberba!

maria josé quintela disse...

não sei. não sei mesmo.



eu acho que existem muitos em palco. demasiados.



e as palmas são apenas impulsos


mas não sei nada.


um beijo.

Mié disse...

ouço mais uma vez a chuva de Satie.

Calma mas melancólica.
.
.

venho desejar-te um feliz natal.

de coração.



beijoi enorme

doce



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