Ergo-me da constante chacina onde o verbo se emudece
as vozes não se vêem. o que se vê não se ouve
e onde se concentra o sentir não estou
o biombo faz de tabique entre as palavras. do vulto da nossa singularidade
pelas imagens entramos em diálogo com o indizível
esperamos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica
e as sílabas dos ditongos que se des.cruzam
procuro que o destinatário seja eu
não vale nada a nudez sobre camas
não é garantia de nada
nada vale ficar em corpos nús de espera

9 comentários:
nem apetece sair
daqui...
mas hoje o sono vence-me
e nem o cheiro a pão me faz ficar
à espera
e vou fazer a vontade ao corpo...
beijo
...ficou-me a tristeza do meu corpo nú em cima da cama. vazio.
...ficou-me a tristeza do meu corpo nú em cima da cama. vazio.
Suspenso, do olhar magoado, que desce da cruz
O corpo é raíz de espera. na lápide do descontentamento
O verbo, um animal ferido. entre vultos contraditórios que no esfumar se avivam
Olhar acariciante que me fica, no caminho, onde dedos de milhafre deixaram rastos e sangue...
Beijo. em passo de seda
Tu e lucidez, sempre.
...não, não é garantia de nada. É melhor nunca a esperar.
há garantia para alguma coisa?
um beijo
enorme
enorme
prontus agora tens um andar só por tua conta, do esquerdo ao direito :)
beijoxxxx
não fica triste, isso passa. bjs sofia
música soberba!
não sei. não sei mesmo.
eu acho que existem muitos em palco. demasiados.
e as palmas são apenas impulsos
mas não sei nada.
um beijo.
ouço mais uma vez a chuva de Satie.
Calma mas melancólica.
.
.
venho desejar-te um feliz natal.
de coração.
beijoi enorme
doce
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