FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dizias-me entre o espelho do horizonte. da linha que não é céu nem água. da margem que se esbate em terceira margem e que adoça aos abraços que necessita. …as vezes para ser livre é preciso não ter afectos...

E entre uma ponte e outra. da transição. da mudança fortuita de não querer ficar presa. há uma rede de amparo. em que tudo se confunde. ar e água. água e ar.










8 comentários:

Maria disse...

Lá longe naquela quase linha de terra não há água que chegue para lavar o sangue derramado...

Beijo-te

Mié disse...

...teima-se no acreditar que ao amor não são permitidas asas.

...confunde-se tudo!


um beijo

enorme

Mié disse...

...voltei

só para te dizer


que gosto da tua música.
Suave, melancólica...como este tempo, frio

...como do teu olhar_____reflectido na lagoa.



que já viram o meu.


mais um

beijo

terno

lisse disse...

Margem ou caminho aberto entre dois abraços...

Ar e Água. Rede voluptuosa a serpear a terra. Tumultuar de linhas e definições. Entrelaçar suave de três forças que se completam e confundem...

Toque e embalo na linha do horizonte... onde o adeus não existe e os afectos, cimentam a liberdade porque são braços de entrega...

Abraço

Gabriela Rocha Martins disse...

há uma ligação perfeita


umbilical e
única

entre a música e as palavras


em que TE transcendes




.
um beijo

Anónimo disse...

Meu amor, de que serve a liberdade na tamanha solidão de uma vida sem afectos?
---
Ao ar, falta-lhe o fogo, e à água, falta-lhe a terra. Mas não se podem confundir: as redes de amparo não substituem (jamais) o desatino de uma paixão.
---
Terra e Fogo. Fogo e Terra.

Doces abraços,

M.

ps: a mim, faltas-me tu, terra firme a que retorno no movimento das marés...

lisse disse...

Concordo.
Nada como "o desatino de uma paixão"...

Tristes os que deixam de o procurar. Morrem antes da própria vida...

As "redes de amparo" não substituem nada, mas são uma força segura nos dias de desespero que todos temos.

No que diz respeito ao ar, acho que um pouco de fogo lhe vai muito bem. Mas o fogo, esse não vive ser o ar...

Beijos

Anónimo disse...

E o que é a vida senão o exercício permanente do equilibrista sobre a corda bamba do destino? Felizes os que o podem fazer sobre redes de amparo. Sem elas (na maior parte dos casos) as quedas seriam fatais... Só as águias preferem voar solitárias sobre os vales e os montes.



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