Quem é que organiza
O silêncio
Do anjo da fala?
Quando o sabre da luz
Inventa a palavra
E mesmo falando o arcanjo se cala
Maria Teresa Horta in Anjo da fala

Em corte feito pelo terçado, que dilacera a memória. Como florete de rosas que trespassa e ficam como fósseis. que marcam o horizonte do nosso solo.
Assim cresce o limite onde o corpo torna-se tíbio à morte das pedras. e caminho de húmus para as almas.
Tutoreio o anjo da morte, como esse eterno e fiel vassalo.
E calo, desde do silêncio dos seixos da minha casa. do eu que se desconjunta da sua estória.

4 comentários:
bem vinda sejais ,Senhora ,que de vossos textos tão de longe estamos ....
e assim brincando
te saúdo!
( espero que não tenha sido ,apenas ,mais um "post" de passagem .há ,de quem guarde a saudade de ler .tu és uma...)
.
um beijo
melancólico este silêncio...
...
e as memórias são o que nos resta e quanto mais memória mais silêncios.
um beijinho enorme
muito muito terno
"OS TEUS PÉS"
Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem...
Pablo Neruda
É assim que te/os vejo...
...parte de mim!!!
9.8
pm
Calar desde o silêncio cuja voz é tantas vezes o olhar...
Beijinhos.
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