Todos querem escrever e poucos são os que resistem a isso.
Escrever muito parece ser derivante de um padecimento de angústia e de
debilidade em viver; ou o modo de evitar paixões ou saciá-las sem sofrer.
Agustina Bessa-Luís

Das meias-tardes surgem as avenidas de rios.
dos risos dos amantes envoltos em luar de Agosto.
mares que são filhos da chuva dissolvente. beijados por sazonais estios.
são amantes os gladíolos
das folhas de hortelã.
esquecidos.

5 comentários:
beijado por sazonais estioseste caminho envolve.nos
em pleno luar de Agosto onde
( deliciosa mente )
me banho
.
um beijo
Quem sabe das razões das seivas e dos movimentos das folhas. Talvez o vento fale para alguns ouvidos mais atentos. Belo poema.B.
Como diz CR, sem dúvida que o vento fala para alguns ouvidos mais atentos! e bastante mesmo...
os gladíolos representados por ti..."a triunfadora", onde a menta impera em ti!!!
e...apenas não passou mesmo de sazonal estio.
bj que não é sazonal :)
gostei do excerto da Agustina Bessa Luís
para o que lê, é uma incógnita a razão que leva o autor a escrever. Mas com o escrever contínuo vamos-nos apercebendo de algumas linhas condutoras.
...
esquecidos...
é a incógnita do teu belo poema
O luar de Agosto é nu. nos risos dos amantes.
...
um beijo enorrrrme
e muito terno
porta do mar.
Agustina ...tem toda razão.
E tu falas do Agosto...encantadoramente.
D.
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