Luzindo cheguei à porta.
Interrompo os objectos de família, atiro-lhes
a porta.
Acendo os interruptores, acendo a interrupção,
as novas paisagens têm cabeça, a luz
é uma pintura clara, mais claramente lembro:
uma porta, um armário, aquela casa.
Luíza Neto Jorge in A casa do mundo
Não há céu que eu possa tocar nem porta onde possa bater, porque não estou. encontro-me nesse espaço e nesse tempo de transpasse.
A palavra fez-se incude de formas e simum de um sinalagma sem fim. numa ponta volúpia de outra etéreo e a elipse do tempo que não se cala mas nos amansa.
Silêncio é essa asa a bater em vácuo nas tardes de águas douradas. a serenidade que adoça a boca e faz das palavras parcas e amantes.
E tudo é monologado na pretensão a dialogo. encontro na ponta da espiral…

3 comentários:
belíssima fotografia
Parabéns à P.M.
Beijox
Faz-se Luz
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca
Mário Cesariny, in "Pena Capital"
:-**
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"..a serenidade que adoça a boca.."
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