rasgante Tempo que não me engoles. que intensificas em dor os picos de ampulhetas em ponteiros. marcas as mãos que não mentem a passagem de Khronos. que se fazem para mim olhos na incapacidade de ver. assim fazes corpos gasosos que em Kairos foram gozosos na louca ternura dos anjos.
na sombra eu irei perguntar todos os meses para ecoar todas as horas, minutos e segundos se já morreste.
se eu tivesse tempo de privar com o tempo, seria uma criança de colo sem tempo. Éon de gente.
Desfeito está o que se fez fora de ti, oh Tempo!
