FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


sábado, 18 de outubro de 2008


A serenidade apazigua a turbulência nesta distância em que o horizonte é mais definido. na certeza que nada tem que se assente. na ilha penso porque se quer tanto. quando o olhar não encontra amparo. nem qualquer alvo que se estreite.










e chega a fria claridade depois do turbilhão do coito. onde já não há espaço para a regressão virtual. quero-me solta sem apegos deste tipo. que me iludem e desviam da lucidez de que a felicidade é obra.














no medo que atormenta a lua, vejo o mar que amadurece no fim do rio. que permite o dialecto da ternura. em onda sem submissão e sem revolta. e pensar se a vida se resume a este movimento convulsivo.













no mais infinito pequeno. no menos infinito grande. nem todos os dias são dias passados. e sempre haverá nos restos um porto de abrigo. que tu voltas sempre.








“A vida tem o seu quê de criminoso(…)”

(Sandor Marai)












16 comentários:

vida de vidro disse...

Lúcido e belo, este post. Gostei muito de ler. **

Maria disse...

Intenso. E outros adjectivos que não escrevo.
Perturbante... ?

Obrigada
Um beijo

ROSASIVENTOS disse...

je dis pour la connaissance pas de

souffrance,

je veux seulement

m´en aller

( avec mes ailles avec

mes pieds,

Gabriela Rocha Martins disse...

o MUITO BELO espraia.se

aqui

ao qual resisto

sem vontade de partir


.
um beijo

Anónimo disse...

Lindo!

;)

MM disse...

Agora vejo-te de volta, outra vez tu. E porque te reconheço, descanso nesse dialecto da ternura, que tão bem interpretas em mim, e que aprendi a decifrar em ti. É nesse dialecto que nos reescrevo e traduzo a palavra Amor.

Beijos, muitos...

Luz

Anónimo disse...

Oi

Além das palavras adorei a canção.


D.

estou retornando.

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

muito intenso, com muitas passagens dignas de reler.

muitos parabéns...

maria josé quintela disse...

em pleno apaziguamento (falsamente submisso)


a mememória faz a ponte para os apegos.



que um dia serão maduros num mar navegável.



e depois... "nem todos os dias são dias passados"

como tens razão!


um abraço.

hfm disse...

Que simbiose percorre todo este belíssimo post!

Ana Paula Sena disse...

É muito belo o teu caminho...

Pensar numa ilha que somos uma ilha onde tudo o que se isola um instante é, afinal, mais intenso...

Um beijinho (nesta vida "criminosa")
:)

manhã disse...

gosto muito desta música e da simone weill, do Sandor marai e desta dermência, faz-me lembrar coisas boas.thanks

Eu... disse...

Agri!!!

"nós" procuramos que a "vida tenha o seu quê de criminoso..."

buscamos o impossível, em vez de fugirmos dele!!!

busca o teu caminho...
mas o "certo", Tu sabe-lo...

bj agri

PS: "sei de um rio", é perfeito, magnífico, mas...
já ouvi pelo menos 102 vezes ;)

AnaMar (pseudónimo) disse...

Belo poema.
E a vida não se resume...
Bjs

Mié disse...

Estranho também aqui!...e BELO.íssimo

___vejo um mar que amadurece no fim do rio_____

Sei de um rio, sei de um rio...


_______não vi medusas desta vez ...nem esses picos horríveis na areia :)


Um beijo

terno

sem crime :)

Eme disse...

comme
le retour de l'enfant prodigue

prostro-me

perdoa as ausências de palavras

volto sempre também.

beijo.



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