E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém
Fernando Pessoa

no murmuro de um protesto tímido à sombra do mundo errado. saltam as cicatrizes que nunca curam. a voz e as palavras mansas tornam-se duras que golpeiam. precipito-me em mergulho nesse mar. oceano. do que passou. o terceiro amor. o segundo amor. o primeiro amor. a infância. de.crescente estado. restou a vida.
e proponho-me de novo a esta dinâmica. cada vez mais numa perspectiva hologramática em que só faço sentido na presença...
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E questionas o que eu guardo. nessa caixa negra.
que faz da infância adultez
o especial que esbarra com o não padrão. anormal
Ai... essa margem é a minha infância
onde há uma mulher à espera. em cais.

9 comentários:
na margem da minha infância me sonho. ainda...
beijo, caminho
d
e
T
e
r
r
a
Este é o post mais genuíno e mais terrivelmente belo que algum dia publicaste. Não me atrevo a dizer mais nada. Não é preciso.
Sublime!
MM
Tantas são as mulheres que ficam no cais, eternamente à espera, do tempo de ser criança.
Meninas à espera de vez...
Abraço forte
Tens absoluta razão quanto ao luto.
Mas...vá ao clandestinamentes.
Você não quer saber?
Eu quero. Vote.
beijos
D.
tu
sempre a caminhar caminhos
revolves terras interiores.memórias agudas.
de qualquer modo cresce-se. irremediavelmente. a vida está sempre no presente embora o passado muitas vezes nos encontre.
um beijo
muito terno
ah...
mais um beijo
terno
meu portão de mar :)
Tão, mas tão bonito!
Tu és especial :)
A música é perfeitamente divina!
Um beijinho para um bom domingo...
deliciosa criança que se agita num corpo de mulher adulta
e se agita
e mergulha
a mar
o oceano
a vida
.
um beijo
E algures cantava-se que todo o cais é uma saudade de pedra... é tudo o que guarda.
Beijo
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