FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


E toda aquela infância

Que não tive me vem,

Numa onda de alegria

Que não foi de ninguém



Fernando Pessoa






no murmuro de um protesto tímido à sombra do mundo errado. saltam as cicatrizes que nunca curam. a voz e as palavras mansas tornam-se duras que golpeiam. precipito-me em mergulho nesse mar. oceano. do que passou. o terceiro amor. o segundo amor. o primeiro amor. a infância. de.crescente estado. restou a vida.
e proponho-me de novo a esta dinâmica. cada vez mais numa perspectiva hologramática em que só faço sentido na presença...



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E questionas o que eu guardo. nessa caixa negra.
que faz da infância adultez
o especial que esbarra com o não padrão. anormal
Ai... essa margem é a minha infância
onde há uma mulher à espera. em cais.













9 comentários:

Maria disse...

na margem da minha infância me sonho. ainda...

beijo, caminho
d
e

T
e
r
r
a

Anónimo disse...

Este é o post mais genuíno e mais terrivelmente belo que algum dia publicaste. Não me atrevo a dizer mais nada. Não é preciso.

Sublime!

MM

lisse disse...

Tantas são as mulheres que ficam no cais, eternamente à espera, do tempo de ser criança.
Meninas à espera de vez...

Abraço forte

Anónimo disse...

Tens absoluta razão quanto ao luto.

Mas...vá ao clandestinamentes.

Você não quer saber?
Eu quero. Vote.

beijos

D.

Mié disse...

tu

sempre a caminhar caminhos

revolves terras interiores.memórias agudas.

de qualquer modo cresce-se. irremediavelmente. a vida está sempre no presente embora o passado muitas vezes nos encontre.

um beijo

muito terno

Mié disse...

ah...

mais um beijo

terno

meu portão de mar :)

Ana Paula Sena disse...

Tão, mas tão bonito!

Tu és especial :)

A música é perfeitamente divina!

Um beijinho para um bom domingo...

Gabriela Rocha Martins disse...

deliciosa criança que se agita num corpo de mulher adulta

e se agita
e mergulha
a mar

o oceano
a vida



.
um beijo

Eme disse...

E algures cantava-se que todo o cais é uma saudade de pedra... é tudo o que guarda.

Beijo



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