Não ter morada
habitar
como um beijo
entre os lábios
fingir-se ausente
e suspirar
.
[o meu corpo
não se reconhece na espera]
.
percorrer com um só gesto
o teu corpo
e beber toda a ternura
para refazer
o rosto em que desapareces
o abraço em que desobedeces
Mia Couto
Nada mais há a debelar a magnitude da beleza. quando atinge a perfeição.
a espera é fazedora dessa face da grandeza. da eternidade.
do encontro dos pólos. da memória.
A relatividade do tempo é esse buraco negro.
da esquina do cruzamento que a pele regista mas não fala.

5 comentários:
é sempre tão calmo
reconfortante
passar por aqui, e ler-te...
Beijo
Tudo belo e magnífico! Há nas tuas palavras a delicadeza mais profunda da alma :)
Um beijinho
(Este Adagietto do Mahler tem qualquer coisa de divino!)
belo
.
um beijo
O tempo é só isso. Fora dele é tudo.
Beijinhos.
Nada aqui é por acaso...
e
Saber esperar não é p'ra todos :)
Tudo perfeito por aqui, como sempre.
um beijinho enorme
fica bem
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