FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


Tenho medo de que um dia
queiras cessar esse rio
de águas ardentes
onde mais do que os corpos
tocam-se as almas
anjos desatinados luzindo no breu


Lya Luft





O medo fez-se companheiro do silêncio e irmão do eco em moratória. corre nesse flúmen que não compõe cartas hidrográficas nem perfis de terra. É um híbrido terreno. paul. porque já não é a sizígia das tantas idas em vão. em tempo de lua cheia.

Cessou o sonho místico que emudecia a odre e conservava a alma. Hoje palmilho uma construção na primeira pessoa, na conjugação misantropa de nós.



7 comentários:

No Name disse...

Tenho medo da dor de tua ausência
que me queima por dentro.
E da ternura eu tenho medo, dessa
beleza das noites secretas
quando chegas
sempre como se fosse a única vez

:-**

No Name disse...

Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa
:-**

No Name disse...

Cá estou eu... novamente

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.

Alexandre O'Neill
:-**

No Name disse...


palavras que nos beijam

palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas
que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente
coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor...

Alexandre O'Neill
:-**

No Name disse...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Florbela Espanca
:-**

No Name disse...

Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente

Mia Couto
:-**

No Name disse...

Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces

Mia Couto

:-**



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