Esta noite morreremos
na espera que é lar da morte
velar-te em nome. sobre o nome onde cresce urtigas
na espera que é lar da morte
velar-te em nome. sobre o nome onde cresce urtigas
a Lua é gota
o Mar abismo
pingo que tem um halo de concêntricas florações do teu sangue
irisada sombra do meu leito
precipício da marca dos teus passos. do sangue ressequido
na espera
do sempre do nunca
o coração do tempo pulsa
num maquinismo ínscio
na casa do tempo
a hora é adorno
E se a lua vier. de novo. virá como lança
que trespassa um pássaro para ler nas entranhas
num maquinismo ínscio
na casa do tempo
a hora é adorno
E se a lua vier. de novo. virá como lança
que trespassa um pássaro para ler nas entranhas
