FOR US THERES IS ONLY ONE SEASON. THE SEASON OF SORROW



Oscar Wilde


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Esta noite morreremos
na espera que é lar da morte
velar-te em nome. sobre o nome onde cresce urtigas

a Lua é gota
o Mar abismo

pingo que tem um halo de concêntricas florações do teu sangue
irisada sombra do meu leito
precipício da marca dos teus passos. do sangue ressequido

na espera
do sempre do nunca
o coração do tempo pulsa
num maquinismo ínscio
na casa do tempo
a hora é adorno

E se a lua vier. de novo. virá como lança
que trespassa um pássaro para ler nas entranhas







10 comentários:

Gabriela Rocha Martins disse...

e se não fosses a palavra
escrita

ter.TE.ia como signo
.
.
.
.
.
um beijo

Anónimo disse...

... e eis que choro.

lisse disse...

A lua virá. de novo.

e o novelo de prata que deixar será asa e fogo...

Beijo

della-porther disse...

aqui é uma "casa do tempo".

gosto de estar.

beijos

della

Gabriela Rocha Martins disse...

tão forte a necessidade de re LER.TE



.
.
.
.
.um beijo

Mié disse...

...

e

deixo-te


um


beijo

Madalena disse...

O que dirão as entranhas do pássaro? É que a Lua, essa vem. :)

Muito bom ler-te.

vida de vidro disse...

A lua virá. Por certo. Gostava que fosse como véu de encanto.**

Ana Paula Sena disse...

Profundo.
Perante o teu olhar poético, aplaudo a tua composição! Sempre bela, sempre magnificamente musical!

Bj :)

Mié disse...

...deste-me um trabalhão...ínscio :)

...___poetisa.

e saio



beijo



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